07 setembro 2008

Everyone can see the loneliness inside of me...

A ignorância é a grande dádiva da humanidade.

É ela quem permite a felicidade de viver um vida inútil e sem sentido, tendo prazeres cada vez maiores com isso. De se satisfazer com mesquinharias, exaltando-as. Até mesmo o preconceito, o ódio e a ganância - as forças motrizes das piores guerras já realizadas.

A ignorância é quem permite a vida em sociedade, ocultando o fato de que, ao mesmo tempo, a repulsa em níveis inconcebíveis.

Por outro lado, quanto mais se busca o conhecimento, mais se isola e se afasta da maior parte das pessoas. A genialidade (ou a curiosidade extrema) é a chave para a solidão. Quanto mais se mergulha nisso, mais se experimenta o conceito de "ad aeternum". E os piores gênios são aqueles que fomentam a ignorância das massas em benefício próprio. "Pão e circo" é uma expressão tão antiga quanto os grandes impérios da História conhecida.

A sede de conhecimento em mim sempre foi maior do que qualquer outro desejo supérfluo. Passei por quatro faculdades e engrandeci a minha visão sobre o mundo por aspectos completamente diferentes. Seja nas Humanidades, nas Ciências ou na Tecnologia. Nenhum tempo foi perdido na mesma proporção em que desperdicei mais do que poderia. Sempre busquei viver a minha vida, e não aquela que os outros queriam para mim...

Eu sou o gênio na busca incessante pela ignorância.
Eu sou o ateu que louva Deus todos os dias.
Eu sou a cura não revelada par a doença chamada viver,
o trecho único da viagem para onde nunca se quer ir.

14 julho 2008

[enjoy the silence...]

Em nossas vidas, há momentos de dores muito profundas. Já perdi entes queridos e amigos, mas isso é absolutamente inevitável. Já perdi amores, mas superei as necessárias tristezas com o tempo.

Hoje foi o dia de uma dessas dores profundas. Poderia ter sido o dia de perda de gente querida, de amores. Isso por conta de uma atitude insignificante, de coisas irrisórias. Então, no meio do desespero, fui forçado a procurar conforto num canto que sempre me fez o maior bem na vida e que há tempos não visitava: meu velho dojo de aikido. Fui muitíssimo bem recebido por meu velho e querido sensei, e então percebi que o canto que eu procurava, na verdade, também era outro lugar que não visitava há muito tempo: o vazio dentro de mim.

Meditei. Muito tempo se passou. Éramos apenas eu e meus pensamentos. Então concluí que dor profunda sente quem perdeu um filho e passará o resto da vida sem a sua alegria. Sente tal dor quem nunca pode enxergar e ver um por-do-sol no oceano distante. Quem já pode ouvir as mais belas canções e já não as escutas mais. Quem não pode correr para abraçar a pessoa querida.

Não poder é muito diferente de não querer.

E concluí que não posso querer fazer uma pessoa feliz, desejar o bem, cuidar e ter carinho, fazer as melhores coisas do mundo se não fizer primeiro isso tudo por mim. Porque hoje tive certeza de que é possível atingir - mesmo indiretamente - as pessoas de quem mais gostamos com simples gestos de descuido nossos, excessos desnecessários e evitáveis. Só é possível deliberarmos sobre nossas próprias vidas, e não sobre as dos outros.

Hoje entrei em casa, abri a última Heineken da geladeira e a derramei na pia. A partir de hoje, não bebo mais. Nunca mais! E este não é um drama idiota: é a minha nova vida, para o meu próprio bem, para sempre.

07 julho 2008

And where am I supposed to go now?

Passei o dia em casa com uma das mais terríveis cefaléias que já teve o desprazer de me incomodar. Dois comprimidos de Tylenol garganta abaixo aliviaram um pouco da dor dessa provável enxaqueca. A dor de cabeça, logo hoje! Sintomático em relação ao contexto por que passo? Muito provavelmente...

E enquanto assistia a um documentário no Discovery Channel, cutuquei a fitinha do Senhor do Bonfim que havia amarrado ao pulso mais de dois anos atrás, buscando em promessa um título da Holanda (que não veio nem na Copa do Mundo, nem na Eurocopa). A fitinha caiu logo hoje! Sintomático em relação às amarras que devem se soltar na minha vida? Muito provavelmente...

04 junho 2008

Where do his intentions lay? Or does he even have any?

Ultimamente, não tenho percebido o passar do tempo. Talvez seja isso o que se torna responsável pelo meu desaparecimento gradual deste espaço. Ou talvez seja o fato de que já não me permito discutir as minhas dores ou as minhas experiências tão abertamente ao mundo alheio. Talvez tenha cansado das mensagens anônimas que me exaltavam e nunca se transformavam num ser humano existente. Os motivos são vários para não escrever tanto aqui quanto gostaria, ou mesmo quanto poderia.

Mas nada disso tem sido responsável tão diretamente pelo desperceber da passagem à toa do tempo. [Por "tempo", quero dizer minha própria vida e todas as circunstâncias que a acompanham involuntariamente.]

Mais fácil seria dizer que responsável por isso é quem me faz perder a noção do tempo. Entramos, portanto, num círculo vicioso...

[Não, entramos não! Apenas não vou abrir o jogo, claro!] :)

* * * * *

Vem aí: O Manual Prático para Losers! Concebido ontem a noite, numa empreitada regular no Bar do Seu David, na Barão de Aratanha, vizinho à Eletrotécnica do César, em frente ao Mercadinho do Seu Holanda e a uma esquina de um ponto de travestis! [adoro quarteirões e bairros com características de comunidade!]

Entre as desventuras a serem narradas na obra que já nascerá clássica, a história de quem bateu o motor do carro numa noite de domingo, poucos minutos depois de descobrir que o amor de sua vida estava com "um outro alguém", ou; como levar dois pés na bunda, comprar um DVD pornô pirata e descobrir que a mídia era virgem.

Afinal, Murphy é nosso Senhor e tudo dará errado! :)