30 abril 2007

And now I know how Joan of Arc felt...

Último dia do mês, e só pro mês não passar em branco para quem ainda ousa ler este espaço, conto uma situação verídica realmente baseada em fatos reais.

Você sabe que seu dia começa bem ao receber a ligação de uma amiga às 6:30h da manhã pedindo que você faça uma audiência trabalhista em Maracanaú. E você sabe que seu dia termina melhor ainda quando seu carro quebra exatamente em frente ao portão do 23º Batalhão de Caçadores do Exército e você chega em casa a pé, depois de deixar o carro na oficina e uma boa caminhada de 50 minutos.

Isso marca bem um mês movido pela apatia, pelo desinteresse, pelo conformismo e pela falta de esperança. E como hoje ainda é abril, ainda dá tempo das coisas piorarem. E irão...

14 março 2007

Everybody else is doing it, so why can't we?

Finalmente comprei um iPod! Não, o brinquedinho novo ainda não chegou. No entanto, ontem chegou o carregador externo que também comprei, para o caso de querer levar o iPod em viagens e cantos longe do meu computador.

Dezessete anos antes, ganhei da minha mãe, logo após minha aprovação no Colégio Militar e início das aulas na 5ª série, um Master System. Sonho de praticamente toda a molecada, graças às covardes propagandas e inserções publicitárias da Tec Toy na mídia da época. Só que, na busca de uma barganha perfeita, minha mãe comprou o vídeo-game de um contato dela em Manaus, na Zona Franca, que lhe enviou o produto lacrado.

Imagine, então, a minha felicidade ao, jogando bola em plena Rua Dona Leopoldina, ver os meus pais chegando à casa e me chamando com um sorriso gigante e um pacote considerável nos braços! Aberto o pacote e já preparando para ligar o vídeo-game na TV, eis que a fonte de alimentação não veio dentro da caixa... Estava faltando!

Era fevereiro de 1990, e minha mãe fez o contato com a pessoa em Manaus para explicar a situação e pedir que fosse enviada a fonte que veio faltando. Enquanto aguardava que a tal fonte chegasse, sempre freqüentava a Mesbla, chegando até mesmo a comprar alguns jogos, mesmo sem poder jogá-los.

A fonte só chegou em agosto daquele ano, e durante seis meses eu passava algumas horas frustradas olhando para aquela caixa, com um presente tão sonhado, sem poder usufruí-lo...

Hoje existe internet, Mercado Livre, SEDEX eficiente, indústria de fabricação não autorizada de peças genéricas de reposição e tudo mais. Mas não tenho ainda, em mãos, um iPod, apesar de ter uma fonte para seu recarregamento. Emoções opostas em tempos diversos. No entanto, é estranho - e divertido - voltar a ter a mesma ansiedade de quando tinha apenas dez anos de idade...

Verdadeira volta à infância. Só me faltaria agora que minhas principais preocupações na vida fossem uma boa nota na prova de matemática, esperar a reciprocidade de uma paquera e escolher bons jogos para jogar no final de semana. O tempo passa e a gente nem se lembra que cresce e que a vida muda bastante! No meu caso, entretanto, parece que só não me preocupo mais com as provas de matemática...

25 fevereiro 2007

Sadness was the best thing I could bring...

Chegou o meu aniversário! O lado bom disso é que meu inferno astral vai acabar, enquanto os de outros dois grandes amigos (Zé Lauro e J. da Manibura) ainda irão continuar até os dias 07 e 09 de março, respectivamente.

Para quem estiver em Fortaleza e a fim de uma festa bacana, meus 27 anos serão comemorados no Buoni Amici's Sports Bar, a partir das 19:00h. A festa terá os amigos DJs (levem seus cases!!) tocando em minha homenagem e fazendo um som bacana. Não, não tem ingresso! Presentes serão bem-vindos, no entanto! Hehehehehehehe!

Enquanto isso, vou curtindo meus auto-presentinhos:

Jamiroquai - High Times (The Singles 1992-2006):

Jamiroquai sempre foi uma das minhas bandas favoritas. Gosto de ressaltar o termo "banda", e não apenas o Jason Kay. Tanto é que (i) minha única tatuagem (por enquanto) é o Buffalo Man, o símbolo (ou mascote) da banda, aquele desenho do cara com uns chifres (muito propício à minha pessoa, pelo visto...), e; (ii) os meus álbuns favoritos da banda são mesmo os dois primeiros, quando haviam faixas instrumentais, o uso do didgeridoo (instrumento aborígene australiano, similar ao berrante do ppantanal brasileiro) e Stuart Zender (baixo) e Toby Smith (piano/teclados) ainda faziam parte do Jamiroquai.

Relutei, relutei e relutei. Como fã, tenho todos os álbuns e sempre os comprei no lançamento, logo não me faria sentido ter uma coletânea de singles. No entanto, quando estava na Desafinado do Del Paseo, na última quinta à noite, e vi os clips de músicas dos dois primeiros álbuns (alguns que nunca tive a possibilidade de ver antes!), a tentação foi grande e acabei trazendo o DVD pra casa. Peça para colecionador ou para quem quer curtir o som da banda sem maiores compromissos. Na pior das hipóteses, as danças esquisitas do Jay Kay são bem legais!


Pet Shop Boys - Concrete:

Também uma das minhas "bandas" favoritas, o dueto formado por Neil Tennat e Chris Lowe está entre as coisas mais queridas da minha vida e já tem mais de vinte anos de carreira, Mesmo assim, somente em outubro do ano passado lançaram Concrete, seu primeiro álbum gravado ao vivo, com arranjos orquestrais para vários de seus clássicos, porém com maior destaque para músicas do Fundamental, seu último trabalho de estúdio.


Peça obrigatória de colecionador, por se tratar do único álbum ao vivo (oficial) da discografia da dupla. É bacana, deixando a desejar apenas no tracklist e na versão de It's Alright (versão do single, e não a magistral versão do Introspective). Supera as expectativas nas participações especiais de Robbie Williams, Rufus Wainwright e Frances Barber (que cantou algumas das músicas feitas para o musical Closer to Heaven, do qual os Pet Shop Boys foram os criadores da trilha sonora e do espetáculo como um todo). Adquirido na mesma oportunidade que o DVD do Jamiroquai.

Everything But the Girl - Adapt or Die (Ten Years of Remixes):

EBTG está entre as bandas que gosto muito e quase ninguém conhece bem, apesar de todo o sucesso que fizeram no começo de sua nova fase. Digo "nova fase" porque a banda, que no início primava por um estilo definido como new bossa, mudou radicalmente de postura depois que Missing, um de seus maiores sucessos, ganhou uma versão remixada fabulosa e que estourou nas pistas e nas rádios do mundo inteiro. Desde então, Ben Watt se especializou em ser DJ e a dupla formada por ele formada com Tracey Thorn se especializaram em músicas inteligentes, dançantes, orientadas para pista.

Se o EBTG era melhor antes ou depois, é difícil dizer. O certo é que a segunda fase é muito boa MESMO! E este álbum é o registro de alguns dos melhores remixes já feitos com o material produzido pela banda. Destaque para a sensacional versão de Corcovado, que foi originalmente gravada para o Red Hot + Rio e que, apesar da orietanção eletrônica dançante, não deixou escapar o gostinho fantástico da música brasileira no seu clima. Comprado um dia antes do que os dois anteriores, só que na Desafinado da Dom Luis, que possui um repertório fantástico para se garimpar.

13 fevereiro 2007

'Cause I no longer know where home is...

Definitivamente deve haver o tal inferno astral, e não pela sucessão de desventuras ou mazelas, mas pelo mal espírito que impregna minha vida.

As coisas que a gente espera que sejam boas não se demonstram assim. Por exemplo, acabei de chegar do tão esperado show do Erlend Øye e não gostei tanto assim. Não que o show não tenha sido bom, mas talvez o meu lugar não fosse ali. E nem eu sei bem onde é o meu lugar. Até porque, ultimamente, tenho tido mais certeza quanto a onde não devo estar, e muitas vezes não levo essa auto-opinião tão a sério quanto deveria.

Há sinais por todos os lados, principalmente quando em plena tarde de trabalho, numa mera segunda-feira, você se surpreende dominado por uma vontade incontrolável de cantarolar for a minute there I lost myself, I lost myself...

Só existe uma constante na vida: a incerteza, derivada da pura racionalidade, a maldita que nos faz questionar o óbvio e escolher o duvidoso. É como ir a uma festa de aniversário e encontrar o grande amor da sua vida enquanto ela toma apenas mais um porre.

E um dia, afinal,
tinham direito a um alegria fugaz
uma ofegante epidemia
que se chamava carnaval
o carnaval, o carnaval
(vai passar!)