01 novembro 2005

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No domingo do Referendo, pela primeira vez na minha vida votei em Fortaleza. Antes minha zona era em Aquiraz. Resolvi mudar, porque sou cosmopolita, cidadão urbano, e não tenho qualquer interesse na política de lá. É aqui que moro, uai?

Pois bem, aí eu fui a pé, 13h, lá pro Ideal. Sol e calor a parte, foi uma boa caminhada. Cheguei no clube, encontrei o meu amigo Marcelo - que trabalha comigo - e fui pra minha seção votar. Votei. Tchau! Tava indo embora, quando sou abordado por um cidadão muito bem informado que me veio com o seguinte questionamento:

- E aí? Como é que é o esquema aí?

Pois é... Toda a propaganda, toda a discussão, toda a manipulação das idéias e do povo aparentemente não foram suficientes para que o cidadão se situasse no contexto histórico. Minha paciência e eu, então, entraram em ação. Expliquei bem direitinho pro sujeito. Ele balançou a cabeça, fez gestos de que tava entendendo. Beleza! Aí ele me pergunta:

- Tá. Então é "1", né?
- Sim, é "1", meu senhor...


[a paciência tinha decolado nessa hora...]

Eis o meu primeiro atentado à liberdade eleitoral, justamente num pleito que é exclusivamente ideológico. Porque eu não devo ser bom o suficiente para ser cabo eleitoral, faço boca de urna em plebiscito e referendo! Ainda que contra a minha vontade...

* * * * *

Tá, ontem a noite inventei - mais uma vez - de gastar o dinheiro que eu não tenho para comprar coisas que nem sempre eu preciso. Nesse caso, nem é tão verdade assim, porque realmente tava precisando de um sapato social. É que o meu sapato confortável rasgou [usando todo dia também, né?] e eu já tava há quase dois meses usando um sapato social com solado de madeira. Péssimo! Tanto dói no pé quanto escorrega nas superfícies menos ásperas.

Aí fui no canto de sempre (não vou fazer propaganda de graça aqui), e procurei os modelos da linha confortável. Vi um, vi outro, outro também, nenhum que era parecido com o meu sapato antigo, todos bem mais caros... Aí decidi por um que mais tinha gostado, assim... O carinha foi lá procurar o meu número. Pedi um tamanho 41, ele veio com um 38. E ainda disse que a forma daquele sapato era grande, e que talvez coubesse no meu pé.

Cético, eu. E continuei. "A porra do sapato não vai nem entrar no meu pé!" - pensei. O pior é que o sapato serviu. Fiquei besta. Pasmo! Sou uma pessoa que calça 40/41, porque meu pé é largo. Agora sou uma pessoa que calça 38 de forma grande... Cada vez mais ando me redescobrindo por aí! Porque, aparentemente, cabelo e barba crescidos não foram o suficiente para mudar o meu jeito de ser.

* * * * *

Sexta-feira tem Plug It In! no nOise 3D. A partir das 22:30h. Dessa vez, a hora lounge vai ser com banda: Café Colômbia. Muito legal! A partir de meia-noite, então, a rapaziada e eu vamos tocar aquela ecletiquice[1] toda de músicas. Uma salada sem igual, bem dizer! Como sempre é, a propósito. Ainda vou insistir nuns dance-farofa dos anos 90, como sempre. Porque o povo pelo menos acha graça e pensa, "Caraca! É a nova!!". E tocar as coisas velhas que todo mundo sempre ouve não é lá minha proposta. Apareça, então! Vai ser bacana, prometo!

7 comentários:

Lucy disse...

Essa história da forma grande e da forma é péssimo, pode ser para o bem ou para o mal.
Afinal, nenhuma mulher se sente feliz quando usa manequim 40, mas só o que lhe serve é o 44 com a forma pequena... ;(

Vou fazer um referendo lá no blog, depois tu dá uma olhada.

Cele disse...

Concordo com a opinião dela... esse negócio de forma é o ó do borogodó! Pense! Mas vou dentro em breve partir para a campanha: Germano sem barba, pq esse look los hermanos já deu! Nem!

Beijos!

Nelita disse...

Lembrei da vez que pedi uma calça 36 (meu número habitual) numa loja. Provei e não passava no quadril. A 38 nem fechava. E eu já pirando, pensando como tinha engordado tanto e tão rápido sem perceber, devia estar com alguma (grave) disfunção, sei lá. Quando só a 40 serviu, veio a revelação do vendedor: “essa forma é grande mesmo, até os manequins da vitrine tão vestindo 40 também.” Cara, ainda tava me tremendo toda, a gente não pode ver nossos conceitos mudarem assim, ora...
Na falta dos diálogos, vale comentar aqui?

amy disse...

haha. eu tinha esquecido da história da boca de urna. viu? nem tem mais moral hehehe

patty_boyd disse...

Encontrei um sapato desses, que de tão confortável, você não quer largar nunca. Comprei pra substituir as minhas havaianas (pelo menos no trabalho. hehe).
Minha mãe costumar chamar de sapato de velha doente. É animador.

E até sexta.

Beijo.

Dorothy disse...

More, dê graças a Deus não ter nascido mulher porque a gente calça cada coisa desconfortável pra ficar linda...
Bem, a barba e o cabelo mudaram seu jeito de ser sim...
Pronto, ja anotei o endereço novo. Bjos

Beatriz Brandão disse...

Iei! Sexta nunca dá pra eu ir, pq tenho aula no outro dia e nesse sábado inventaram umas 3 provas. Ninguém merece, hein? Enfim! hehehe! =P