22 dezembro 2008

Call me morbid, call me pale...

Fim de ano é época de todos aqueles desejos sentimentalóides e expectativas de mudanças, de promessas para tempos melhores e, principalmente, de retrospectivas. De tudo isso, fico apenas com a última parte:

TOP 5 MOMENTOS DECEPCIONANTES:
  1. Resultado do Mestrado em Direito da UFC;
  2. Dois meses "perdidos" (outubro e novembro);
  3. Meu trabalho (durante o ano quase todo);
  4. Entrevistas e seleções de emprego (durante o restante do ano);
  5. A derrota da seleção holandesa para a russa na Eurocopa.

TOP 5 MOMENTOS QUE VALERAM A PENA:
  1. Ter conhecido minha namorada;
  2. Ter conhecido outras pessoas bacanas;
  3. A Engenharia Química (enquanto deu para levá-la...);
  4. Alguns dos novos álbuns lançados (Hercules and Love Affiar, Sam Sparro, The Killers);
  5. As noites de segundas jogando Pro Evolution Soccer no Amici's.

TOP 5 PESSOAS QUE ME ENTENDERAM:
  1. O jornalista iraquiano que jogou os sapatos no George W. Bush;
  2. O programador musical das madrugadas da Oi FM;
  3. Marco Van Basten;
  4. Os clientes que aceitaram não propor mais demandas judiciais;
  5. Os garçons do Café Pagliuca.

26 outubro 2008

...I'll come driving fast as wheels can turn!

Passava da meia noite e meia quando saí do meu posto favorito para refeições leves, na esquina da Av. Santos Dumont com Rua Coronel Jucá, quando avistamos um carro estilo Hilux, cheio de balões presos à sua caçamba.

O irreverente foi que, misteriosamente, tal carro - que havia sido avistado numa direção contrária, lá em frente à Balu, na esquina da Rua Coronel Jucá com a Av. Padre Antônio Tomaz, apareceu a minha frente enquanto dobrava à direita na Av. Engenheiro Santana Junior, saindo da Av. Antônio Sales... E então os balões que estavam presos começaram a se desprender e vir na minha direção!

Ora mais... Não vacilei! Comecei a tentar atropelar os obstáculos (os balões, no caso, para não deixar dúvidas), e a minha namorada teve uma crise de riso no carro quando eu pronunciei, "Meu Deus! Estou jogando Live Mario Kart!"

Depois da curva do Iguatemi, partimos em rumos diferentes. A grande dúvida foi saber se o referido automóvel conseguiu transportar ao menos um balão "vivo" até seu destino...

04 outubro 2008

Heaven knows, it's got to be this time...

É difícil até acreditar que, pela primeira vez na minha vida, um namoro esteja durando quatro meses e nutrido de um sentimento tão forte... Tudo bem que houve percalços que quase não me permitem fazer esta declaração. É nas dificuldades que nos tornamos mais fortes - isso é clichê, mas clichês não deixam de ser verdades somente pela obviedade de suas circunstâncias.

*****

Inscrevi-me para a seleção do Mestrado em Direito da UFC. Sempre relutei: (i) pelo idealismo, ao acreditar que seria mais útil iniciar estudos avançados diretamente nas áreas de minha predileção, como se toda a minha vida pudesse me levar à USP ou UFMG ou qualquer canto desses, com a facilidade de quem quer comer pão e vai à padaria da esquina; (ii) pela "peixada", mas não porque seria difícil fazer parte, e sim porque nunca quis ser cúmplice dela, e ; (iii) pela evidente falta de prioridade e de dedicação necessárias a um projeto dessa envergadura.

Os passos da minha caminhada são absolutamente errantes. Durante o tempo da graduação, frequentei e cursei cadeiras da Medicina, tendo certeza de que aquela paixão poderia ser dissociada da vocação; terminei a graduação e fui à Física, como se fosse adequado fazer uma graduação em ciências exatas sem o suporte indispensável da matemática; resolvi, então, relaxar os estresses de minha vida e fazer Filosofia, mas as greves incessantes da UECE e a burrice inerente de parcela dos meus pares foram cruciais ao me fazer abortar tal missão; aí veio a Engenharia Química e o ledo engano de que um curso tecnológico de ponta poderia ser conciliado com os afazeres regualres de quem precisa "ganhar a vida".

O fato é que certo está o pensamento - cuja autoria me foge - de que para quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho pode ser o ideal. Está claro que sei muito bem dar os primeiros passos, mas quase nunca concluir a caminhada, então. É nessas horas que New Order me fazem a melhor companhia:

Up, down, turn around, please don't let me hit the ground
Tonight I think I'll walk alone, I'll find myself as I go home...

07 setembro 2008

Everyone can see the loneliness inside of me...

A ignorância é a grande dádiva da humanidade.

É ela quem permite a felicidade de viver um vida inútil e sem sentido, tendo prazeres cada vez maiores com isso. De se satisfazer com mesquinharias, exaltando-as. Até mesmo o preconceito, o ódio e a ganância - as forças motrizes das piores guerras já realizadas.

A ignorância é quem permite a vida em sociedade, ocultando o fato de que, ao mesmo tempo, a repulsa em níveis inconcebíveis.

Por outro lado, quanto mais se busca o conhecimento, mais se isola e se afasta da maior parte das pessoas. A genialidade (ou a curiosidade extrema) é a chave para a solidão. Quanto mais se mergulha nisso, mais se experimenta o conceito de "ad aeternum". E os piores gênios são aqueles que fomentam a ignorância das massas em benefício próprio. "Pão e circo" é uma expressão tão antiga quanto os grandes impérios da História conhecida.

A sede de conhecimento em mim sempre foi maior do que qualquer outro desejo supérfluo. Passei por quatro faculdades e engrandeci a minha visão sobre o mundo por aspectos completamente diferentes. Seja nas Humanidades, nas Ciências ou na Tecnologia. Nenhum tempo foi perdido na mesma proporção em que desperdicei mais do que poderia. Sempre busquei viver a minha vida, e não aquela que os outros queriam para mim...

Eu sou o gênio na busca incessante pela ignorância.
Eu sou o ateu que louva Deus todos os dias.
Eu sou a cura não revelada par a doença chamada viver,
o trecho único da viagem para onde nunca se quer ir.

14 julho 2008

[enjoy the silence...]

Em nossas vidas, há momentos de dores muito profundas. Já perdi entes queridos e amigos, mas isso é absolutamente inevitável. Já perdi amores, mas superei as necessárias tristezas com o tempo.

Hoje foi o dia de uma dessas dores profundas. Poderia ter sido o dia de perda de gente querida, de amores. Isso por conta de uma atitude insignificante, de coisas irrisórias. Então, no meio do desespero, fui forçado a procurar conforto num canto que sempre me fez o maior bem na vida e que há tempos não visitava: meu velho dojo de aikido. Fui muitíssimo bem recebido por meu velho e querido sensei, e então percebi que o canto que eu procurava, na verdade, também era outro lugar que não visitava há muito tempo: o vazio dentro de mim.

Meditei. Muito tempo se passou. Éramos apenas eu e meus pensamentos. Então concluí que dor profunda sente quem perdeu um filho e passará o resto da vida sem a sua alegria. Sente tal dor quem nunca pode enxergar e ver um por-do-sol no oceano distante. Quem já pode ouvir as mais belas canções e já não as escutas mais. Quem não pode correr para abraçar a pessoa querida.

Não poder é muito diferente de não querer.

E concluí que não posso querer fazer uma pessoa feliz, desejar o bem, cuidar e ter carinho, fazer as melhores coisas do mundo se não fizer primeiro isso tudo por mim. Porque hoje tive certeza de que é possível atingir - mesmo indiretamente - as pessoas de quem mais gostamos com simples gestos de descuido nossos, excessos desnecessários e evitáveis. Só é possível deliberarmos sobre nossas próprias vidas, e não sobre as dos outros.

Hoje entrei em casa, abri a última Heineken da geladeira e a derramei na pia. A partir de hoje, não bebo mais. Nunca mais! E este não é um drama idiota: é a minha nova vida, para o meu próprio bem, para sempre.

07 julho 2008

And where am I supposed to go now?

Passei o dia em casa com uma das mais terríveis cefaléias que já teve o desprazer de me incomodar. Dois comprimidos de Tylenol garganta abaixo aliviaram um pouco da dor dessa provável enxaqueca. A dor de cabeça, logo hoje! Sintomático em relação ao contexto por que passo? Muito provavelmente...

E enquanto assistia a um documentário no Discovery Channel, cutuquei a fitinha do Senhor do Bonfim que havia amarrado ao pulso mais de dois anos atrás, buscando em promessa um título da Holanda (que não veio nem na Copa do Mundo, nem na Eurocopa). A fitinha caiu logo hoje! Sintomático em relação às amarras que devem se soltar na minha vida? Muito provavelmente...

04 junho 2008

Where do his intentions lay? Or does he even have any?

Ultimamente, não tenho percebido o passar do tempo. Talvez seja isso o que se torna responsável pelo meu desaparecimento gradual deste espaço. Ou talvez seja o fato de que já não me permito discutir as minhas dores ou as minhas experiências tão abertamente ao mundo alheio. Talvez tenha cansado das mensagens anônimas que me exaltavam e nunca se transformavam num ser humano existente. Os motivos são vários para não escrever tanto aqui quanto gostaria, ou mesmo quanto poderia.

Mas nada disso tem sido responsável tão diretamente pelo desperceber da passagem à toa do tempo. [Por "tempo", quero dizer minha própria vida e todas as circunstâncias que a acompanham involuntariamente.]

Mais fácil seria dizer que responsável por isso é quem me faz perder a noção do tempo. Entramos, portanto, num círculo vicioso...

[Não, entramos não! Apenas não vou abrir o jogo, claro!] :)

* * * * *

Vem aí: O Manual Prático para Losers! Concebido ontem a noite, numa empreitada regular no Bar do Seu David, na Barão de Aratanha, vizinho à Eletrotécnica do César, em frente ao Mercadinho do Seu Holanda e a uma esquina de um ponto de travestis! [adoro quarteirões e bairros com características de comunidade!]

Entre as desventuras a serem narradas na obra que já nascerá clássica, a história de quem bateu o motor do carro numa noite de domingo, poucos minutos depois de descobrir que o amor de sua vida estava com "um outro alguém", ou; como levar dois pés na bunda, comprar um DVD pornô pirata e descobrir que a mídia era virgem.

Afinal, Murphy é nosso Senhor e tudo dará errado! :)

27 abril 2008

I'm a love fool!

Semana passada fui ao DETRAN renovar minha carteira de motorista. Fui iludido pela minha própria benevolência ao achar que passaria lá apenas 40 minutos das mais de três horas que fizeram minha pressão sangüínea subir para 15x10. E aí, na entrevista médica, a doutora me questiona:

- Sua pressão está alta. Você sofreu alguma forte emoção hoje?
- Que tal passar quase três horas com fome, na hora do almoço, inutilmente desocupado, com a TV lá fora ligada no Cidade 190 e revoltado com a ineficiência deste serviço público?
- Desculpe-me, Sr. Germano. A culpa não é minha.
- Também não é minha, doutora. É de todos nós.

* * * * *

Na última sexta-feira, a Órbita nos agraciou com uma banda cover de Jamiroquai. A Vanessa - que se disse "chatinha" - não gostou, mas eu adorei! Isso porque vou sem pretensões e sem altas expectativas... Ora, para uma banda que se apresenta sem metais, sem cordas, sem teclado e com baterista que, apesar de excepcional, teve menos de uma semana para ensaiar, achei o resultado final altamente satisfatório. Muito bom! A diversão, pelo menos, foi fantástica! E o público - que encheu a casa como pouco vi antes para uma sexta-feira - vibrou ao extremo.

* * * * *

Nesta terça-feira será dia de realizar prova oral (ministrando uma aula de 50 minutos) para uma banca avaliadora no concurso para professor substituto do Departamento de Direito Privado da UFC. Isso significa que, para onde quer que eu vá, a UFC não deixa de fazer parte da minha vida.

Aliás, este blog andou sem movimentação nas últimas semanas em razão do Cálculo, da Física, da Álgebra Linear, da Química, das leituras de Introdução à Engenharia e tudo mais que tem ocupado meu tempo demasiadamente, seja no Campus do Pici, seja fora dele. É óbvio que conciliar todo o resto da minha atividade profissional com uma graduação em Engenharia Química não seria diferente. O que importa é que, por ora, tenho me divertido, aprendido e as novas experiências, se não vingarem, terão valido a pena de qualquer forma.

A grande vantagem de já ser formado e conseguir ganhar alguma grana (por mais que seja pouca) com a advocacia é poder substituir as prioridades da minha vida e fazer "investimentos". No lugar de sair para beber de segunda a sexta, posso ocupar meu tempo com estudos e meu dinheiro com compra de livros e gadgets [ainda não pisei na Biblioteca Central da UFC, por exemplo].

Só para Química, tive a audácia de gastar cerca de R$300,00 com a compra de duas coleções introdutórias. De forma mais extravagante, ontem recebi minha calculadora gráfica HP 50g, comprada na Amazon e enviada para a casa de um amigo nos EUA, que depois encaminhou-a para mim. Foi liberada na alfândega e chegou sem a cobrança da tributação incidente. Ou seja, ao invés de pagar os quase R$700,00 cobrados no Brasil, paguei apenas U$135.00 (inclusive com a remessa de lá para cá, com um cartão SD de 2Gb para salvar as brincadeiras que fizer).

Por enquanto, é tudo novidade, alegria e trabalho duro... Por enquanto.

* * * * *

Hoje é o dia da grande final da Copa da Holanda, e o meu idolatrado Roda JC deve perder para o Feyenoord, em Amsterdã. Ainda que o meu time tenha chegado à final desta copa, foi o ano de sua pior campanha na Eredivisie desde a temporada 2001/2002. Pelo menos naqueles tempos a gente vencia o Milan na Copa da UEFA...

Aliás, resolvi comprar a camisa do Roda JC desta temporada que se encerra, justamente por agora ser o período das promoções e queima de estoques. Obviamente, como um clube sem maiores repercussões fora da própria Holanda, somente é possível comprar sua camisa em sites holandeses. "Fi-lo porque qui-lo", e me enviaram uma camisa com a numeração menor do que a encomendada.

Entrei em contato com a loja e surpreendi-me com a resposta: "Senhor, muito obrigado pelo contato e pedimos imensas desculpas pelo equívoco. O senhor pode ficar com esta camisa e já estamos providenciando o envio de uma nova, com a numeração correta desta vez. Esperamos não ter causado maiores transtornos e que o senhor aceite sinceramente nossas desculpas."

Se no Brasil as coisas fossem assim, hoje eu teria dois aparelhos de DVD em casa (sem contar o aparelho de DVD que minha tia comprou depois, para a sala, e o próprio PS2), e não os oito meses de raiva com a Americanas.com por ter enviado o aparelho errado e ainda querer me convencer de que era tudo a mesma coisa...

Por sinal, o Brasil é um país tão irreverente que recebi, na última sexta, uma carta do Juizado Especial em que promovi uma ação contra a Oi por ter me vendido um celular bloqueado sem a minha ciência deste fato, isso em 2005 e justamente três anos passados. Detalhe: o bloqueio do celular, pela "norma oculta" da Oi, seria por apenas um ano, sendo gratuito o seu desbloqueio após aquele período.

A notificação do juizado foi para me comunicar de uma condenação que recebi em face da minha suposta "litigância de má-fé", por ter embargado da sentença que julgou improcedente o meu pedido de desbloqueio daquele aparelho. A sentença foi muito esdrúxula, mas a decisão dos embargos conseguiu ser pior ainda. É fácil de comprovar isso com o seguinte fato: tudo o que reclamava naquela demanda virou realidade, já que hoje as operadoras não podem vender aparelhos bloqueados. O mais irônico: o desbloqueio de telefones se tornou uma das maiores campanhas da própria Oi antes de entrar em vigência a regulamentação da ANATEL proibindo esta prática!

Ou seja, o meu direito era tão bom que o que eu pretendia por meio da ação judicial virou realidade jurídica erga omnes. Resultado: não só vou recorrer da decisão esculhambando o beócio juiz titular daquele juizado, como também farei uma representação ao Conselho Nacional de Justiça contra aquele inglorioso magistrado. Como diria Gérson, o canhotinha de ouro, "É brincadeira?!!"

11 fevereiro 2008

Cease to resist, giving my goodbye...

Acabado o Carnaval, começa o ano no Brasil. E por isso mesmo estive no fórum estadual esta tarde, na busca de encontrar a boa vontade de um julgador com quem o processo de um cliente meu encontra guarida e aguarda despacho já há um bom tempo.

[em outras palavras, simplesmente poderia ter dito que fui lá exigir que o servidor público cumprisse com sua obrigação e deixasse de morosidade em seu trabalho, mas isso seria um pensamento utópico demais...]

Enquanto aguardava na secretaria da vara, outras pessoas lá transitavam com a mesma esper... digo, finalidade que eu. Entre tais pessoas, chamou-me atenção um casal e sua filha de não mais do que 4 anos de idade. Muito simpática, autista e brincalhona - como toda criança daquela idade merece ser.

O pai já aguardava desde a manhã pela resposta urgente em um mandado de segurança que lhe asseguraria o direito de realizar a etapa de um concurso na quarta-feira, o que lhe estava sendo injustamente vetado. Considerando que já passava das 3:00h da tarde, a impaciência era o único sentimento que lhe vestia.

Então veio uma das técnicas daquele juízo com a liminar em mãos e solicitando destreza do cidadão para que fizesse cópias e entregasse ofícios nos órgãos apropriados a fim de que pudesse participar do concurso. De igual sorte, todos que estavam presentes na secretaria naquele momento puseram-se a advertir o casal para que fossem atrás do oficial de justiça que iria cumprir o mandado em regime de urgência e o acompanhasse, essas coisas todas...

Entre tantos dados e orientações, a menininha que tanto brincava em seus devaneios perguntou:

- Mamãe, o que é liminar?
- Quando você crescer, vai entender, minha filha...

Engraçado: eu fiz 4 anos e meio de Faculdade de Direito, duas pós-graduações, passei por outros dois cursos superiores (um deles, Filosofia), posso dizer que já cresci e que já estou no lado em que a ladeira é só descida... Mas o fato é que até agora eu não entendi o que é uma liminar. Pelo menos não da forma que sempre idealizei. E não só isso: até hoje eu não entendi a maior parte de tudo isso que é a minha realidade cotidiana...

[e por "não entender", compreenda que eu prefiro encarar as coisas assim do que simplesmente declará-las uma grande merda!]

26 janeiro 2008

...it hurts me to see you this way...

Permita-me Manuel Bandeira:
Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
- Eu soubesse repor -
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância.
Ela entrou com embaraço, tentou sorrir, e perguntou tristemente - se eu a reconhecia?
O aspecto carnavalesco lhe vinha menos do frangalho de fantasia do que do seu ar de extrema penúria. Fez por parecer alegre. Mas o sorriso se lhe transmudou em ricto amargo. E os olhos ficaram baços, como duas poças de água suja... Então, para cortar o soluço que adivinhei subindo de sua garganta, puxei-a para ao pé de mim e, com doçura:
- Tu és a minha esperança de felicidade e cada dia que passa eu te quero mais, com perdida volúpia, com desesperação e angústia...


22 janeiro 2008

I know I'll often stop and think about them...

As horas são tristes, semeadas de segundos mágicos em seu compasso. Muda-se o referencial, muda-se o sentimento. Agora suas horas serão felizes para todo o sempre.

Ele é o meu melhor amigo. O companheiro das dores e de boa parte das intimidades. Foi com quem instituí o lastro-pizza em tempos de menos fartura. Apenas uma demonstração de que não importa o que esteja acontecendo, pois o melhor é estar perto dele. É com quem aprendi a gostar ainda mais (em escalas absurdas) de Beatles. Foi quem me apresentou coisas maravilhosas e com quem passei boa parte dos meus últimos anos, mesmo na distância. Era com quem ia sempre aos shows da The Singles e não enjoava nunca, mesmo depois de ter quebrado a perna [foi até engraçado quando ele foi de terno e perna engessada para a Cultura Alemã]. É quem eu mais quero bem na vida por escolha própria.

Ela foi a minha primeira amiga virtual que virou verdade. A menina linda das palavrinhas de fundo azul e de diálogos demorados no ICQ. Ela tanto me encantava! A minha inspiração-mor para o mundo dos blogs, quando levava isso tudo um pouco mais a sério. Foi ela quem me apresentou Joana Maria (a estagiária-imaginária) e boa parte da minha roda de amizades hoje. E também me levou a uma festanormal com as melhores pessoas e músicas. Ela me divertia de uma forma que nem fazia idéia, em tempos em que precisei mesmo de carinho e atenção. Em retribuição, tentei fazer o meu melhor: apresentei-lhe o meu melhor amigo. E hoje eles se casam...

Sim, tudo mudará. Vai bater uma tristeza por conta do meu próprio egoísmo. Yin e yang: a verdade é que nada que eu venha a escrever chegará próximo da verdadeira emoção que só eu posso sentir... E cada um dos que lhes querem tão bem, cada um de seu jeito particular. Querer o melhor do universo para eles já é clichê. "É nosso dever e nossa salvação". Minha obrigação, pois, é estar sempre por perto e lutando para que isso sempre aconteça. And I'll be there...

João e Mariana...

In my life I love you more![sejam felizes, sempre!]

19 janeiro 2008

Repetition, the only thing I can do...

Era janeiro de 2003 quando eu conheci uma menina linda que fazia Publicidade na UNIFOR. Naquela época, já bastante desiludido com o Direito, resolvi chutar o balde e fazer o processo seletivo de admissão de graduados da UFC, buscando ingressar no curso de Física. E aquela havia sido a história mais linda de toda a minha vida...

É janeiro de 2008 quando eu comecei a interagir com uma menina linda que faz Publicidade na UNIFOR. Na próxima quarta eu a conhecerei pessoalmente. Além disso, um tanto já desiludido com o Direito, esta semana fiz a seleção para admissão de graduados da UFC, desta vez para Engenharia Química. O resultado deve sair até o dia 30.

É estranho - e interessante - como a história, de fato, é cíclica. Pelo visto, em períodos aproximados de cinco anos, pois em meados de 1999 eu me desiludi do Direito e quis largar tudo para buscar um sonho na Medicina, na mesma época em que conheci uma linda garota que estudava na UNIFOR...

Tenho medo e ansiosa esperança pelo que há de vir até o fim deste mês e nos próximos vindouros. Porque essa história eu já sei de cor, mas a Teoria do Caos prova que as mínimas variantes podem resultar em conseqüências completamente diversas, ainda que o cenário inicial seja semelhante ao extremo.

A dúvida é: deve-se criar tamanha expectativa quando é a minha felicidade que está em jogo? Sinceramente, não sei responder... Porque as hipóteses a serem consideradas tendem ao infinito...