11 fevereiro 2007

...A chance of a lifetime to see new horizons!

Ou o mundo é muito anormal ou as pessoas realmente não me entendem, mas eis que há uma série de coisas que eu gosto e não há compreensão por parte dos que me cercam, senão vejamos:

  1. O primeiro álbum do então J. Quest: Tão bom quanto os dois primeiros do Gabriel, O Pensador ou os dois primeiros do Jamiroquai. Todos eles, desde então, resolveram apenas ganhar dinheiro. Mas enquanto eram bons, eram MUITO bons!
  2. Roda JC: Sim, eu tenho um clube do coração na Holanda e ele não faz parte do mainstream do subalterno futebol local. Trata-se da gloriosa esquadra de Kerkrade, no sudeste da Holanda, na fronteira com a Alemanha e a uns 80km de Eidhoven. Ninguem explica as paixões...
  3. Filé a Parmegiana: Só há um ser vivente no mundo que me entende e ainda é um jornalista - Dawlton de Moura Borges. Mas a iguaria culinária tem seu charme peculiar e nenhum outro prato, por mais caprichado e suculento que possa ser, supera o fake italian beef.
  4. Anos 80: Sempre gostei daquela época - as melhores músicas, os melhores filmes, os melhores cartoons e os melhores brinquedos. Até 2000, mais ou menos, eu era um grande esquisito por causa disso, até que todo mundo voltou os olhos para aquela década perdida. E tudo o que eu gostava com exclusividade acabou se tornando objeto da mais pura idolatria histérica. Aí tudo foi vulgarizado... Não que eu queira ser cult ou superior, mas ODEIO quando idiotas gostam das mesmas coisas que eu.
  5. Clips na MTV: Quando a MTV começou a passar em sinal aberto por Fortaleza (finalzinho de 1994) e TV por assinatura ainda não era um artefato de luxo absolutamente necessário, o melhor da MTV eram os clips e os vários artistas e bandas que descobri. Hoje a MTV é pura merda! E ainda quer abolir os clips de sua programação...
  6. Línguas diferentes: Todo mundo estuda Inglês e Espanhol. Tá, eu também estudei Inglês, mas depois disso fui fazer Francês, porque ainda tinha o sonho imbecil de ingressar no Instituto Rio Branco. Mas quando o Francês foi abolido, preferi priorizar línguas que a maior parte das pessoas não se interessariam, como Alemão e Italiano. Ainda quero aprender Holandês, e se um dia fosse diplomata, sonharia com a missão brasileira no Zimbábue.
  7. Física teórica: Assim como todo adolescente dito "normal", odiava Física no colégio. No entanto, quando terminei Direito, o primeiro curso superior que ingressei foi justamente nele. Tudo isso depois de constatar que, em casa, tinha mais livros de Física teórica do que de Direito. E ainda me interesso por ciências em geral, muito mais do que na novela das oito.
  8. Ruivas: Homens superficiais sonham com loiras ou morenas - as espécies-clichês femininas mais transformadas em objeto sexual na história. Apenas para confirmar o fato de que sempre tenho aversão ao que os idiotas preferem, idolatro as ruivas e até tenho o prazer de conhecer belos exemplos da espécie. No entanto, no final das contas tudo se reume a um antigo diálogo pelas ruas do Rio com um outdoor da TIM com Mariana Ximenes à nossa vista. Entre discussões sobre ela ser melhor loira ou morena, concluí logo que ela seria melhor na minha cama!
  9. Ex-alunas do Santa Cecília: Parece perseguição, mas nos últimos dez anos as mulheres por quem mais me interessei eram egressas daquela escola. O que há na formação genética das mulheres que estudaram no mencionado colégio, não sei dizer. A coincidência é deveras interessante. Tanto que uma das primeiras perguntas que faço na sessão paquera é, "Você estudou no Santa Cecília?"
  10. Esportes norte-americanos: No Brasil, pessoas normais idolatram futebol. Muitas noites deixo de sair para fiar em casa vendo os duelos na NBA ou na NFL. Sim, basquete e futebol americano estão entre minhas opções esportivas. O Hockey também (mas não passa nas TVs a que tenho acesso). Muitas vezes um bom jogo de basquete é melhor de ver do que uma pelada suburbana brasileira.
Ainda poderia falar de hip hop old style e músicas dançantes em geral, mas isso fica para um próximo desabafo. Até porque ultimamente tenho ouvido quase que exclusivamente eletrotango ou pop escandinavo. Por coincidência total, haverá show de Erlend Øye em Fortaleza na próxima terça-feira, quase dezesseis anos desde que a última exibição norueguesa de sucesso passou por aqui: o a-ha. Sejamos felizes os diferentes, então!

2 comentários:

Sabrina Pizzinato disse...

Então tá! Um brinde aos diferentes! Mas será que seria muito decepcionante se eu te dissesse que apesar de ter sido uma criança nos anos 80,eu tb me saboreava com as músicas, os filmes e principalmente os desenhos da época? Sempre quis ser a Sheila da Caverna do Dragão. :p
Ah! Quanto ao Rio Branco, esse tb é um de meus grandes projetos...
Você existe tb?!
Beijos!
Ah! Gostaria de conversar com vc!

claudia robinson disse...

vc ta' precisando dar umas voltinhas pelos EUA e pela Europa tb...Faz bem pros neuronios da alma.